Better Than the Movies: Netflix escala elenco completo e inicia

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A adaptação de Better Than the Movies acaba de ocupar as ruas de Chicago. A Netflix confirmou o início das filmagens e aproveitou para soltar a lista completa de atores do longa que transforma o best-seller de Lynn Painter em comédia romântica para o catálogo de 2027. É o terceiro trabalho consecutivo da diretora Julia Hart com o streaming, o que já desperta curiosidade sobre o tratamento dado ao texto adolescente que conquistou espaço nas prateleiras de livrarias e lojas virtuais nos últimos dois anos.

Com o set montado desde o começo de setembro, a produção aposta em rostos emergentes para levar ao público a história de Liz Buxbaum, garota que arma um plano nada sutil para chamar a atenção do crush de infância. Entre câmeras, trailers e o vento gelado do outono de Illinois, os produtores Jordan Horowitz e Shauna Phelan costuram o cronograma apertado que deve rodar até 21 de outubro, mirando estreia entre o fim do verão e o começo do outono de 2027.

Elenco jovem encabeça comédia romântica

O papel da sonhadora Liz ficou com Beatrice Kitsos, conhecida pelo reboot de “Child’s Play”. Do outro lado da cerca, literalmente, está David Iacono (o Cam de “The Summer I Turned Pretty”) como Wes Bennett, vizinho que vive em guerra fria de pegadinhas com a protagonista até aceitar ajudá-la na missão de conquistar o inalcançável Michael Young. Esse “intocável” vai ao set nas botas de Deacon Phillippe, estreante em longa de estúdio após chamar atenção no drama “Brother Save Us”.

No núcleo adulto, a produção escalou nomes que seguram qualquer cena sem esforço: Luke Kirby interpretará Brian Buxbaum, pai de Liz, enquanto Judy Greer assume o papel de Helena, figura que costuma temperar narrativas jovens com humor ácido. A mãe da protagonista, Martha, ficou a cargo de Claire Coffee, lembrada pela série “Grimm”. Completam a lista Nicole Bruner (Jocelyn), Ora Duplass (Laney Morgan), Veronica Garrubbo (Alex) e Kynlee Heiman, que vive Liz em flashbacks.

Quem é quem no set

  • Beatrice Kitsos – Liz Buxbaum
  • David Iacono – Wes Bennett
  • Deacon Phillippe – Michael Young
  • Nicole Bruner – Jocelyn
  • Luke Kirby – Brian Buxbaum
  • Judy Greer – Helena
  • Claire Coffee – Martha Buxbaum
  • Ora Duplass – Laney Morgan
  • Veronica Garrubbo – Alex
  • Kynlee Heiman – Liz (criança)

Dos livros para a tela sob o olhar de Julia Hart

A diretora divide o roteiro com Jordan Horowitz, indicado ao Oscar por “La La Land”, e Heather Flanders, roteirista experiente em TV infanto-juvenil. A mesma equipe prepara “Don’t Say Good Luck”, agendado para agosto de 2026, e aguarda luz verde final para “My Lovely Wife”. Esse acúmulo de projetos dentro da mesma plataforma reforça a confiança do streaming na cineasta, habituada a combinar humor leve com temáticas de amadurecimento.

Embora o romance de Painter dialogue com a nostalgia das comédias high school dos anos 1990, Hart promete um cenário visual mais urbano ao trocar subúrbios ensolarados por deslocamentos em trens elevados, fachadas de tijolos vermelhos e bailes de formatura instalados em ginásios históricos de Chicago. A escolha não foi mero capricho estético: incentivos fiscais locais e a infraestrutura que sediou sucessos como “Ferris Bueller” pesaram na balança.

Produção corre contra o relógio

Segundo cronograma divulgado na Production Weekly, os trabalhos começaram oficialmente em 3 de setembro e devem terminar pouco antes do Halloween. O intervalo curto exige planejamento quase militar: cenas externas concentradas nas primeiras três semanas, interiores em estúdio logo em seguida e, por último, a sequência do baile, pensada como clímax emocional e técnico da narrativa.

A fotografia principal ficará a cargo de uma equipe mista de veteranos e novatos. Pouco foi revelado, mas já se sabe que Original Headquarters, empresa de Horowitz, supervisiona tudo. O produtor vem de uma temporada movimentada: além deste longa, ele finalizou o drama indie “Étoile” com Luke Kirby, permitindo reencontro rápido do ator com o executivo nos bastidores.

Trama revisita o primeiro amor com dose de autocrítica pop

Para quem desconhece o enredo: Liz Buxbaum sempre imaginou a vida como uma sequência de referências a Meg Ryan e Julia Roberts. O retorno de Michael Young à cidade transforma esse ideal em objetivo prático. Só existe um detalhe desconfortável. O garoto frio e distante não nota sua existência, enquanto o vizinho Wes passa a tarde jogando basquete no quintal ao lado, jogando sarcasmo pela janela e espalhando rãs em caixas de correio alheias. Quando os dois percebem que Michael gosta da companhia de Wes, acabam arquitetando uma aproximação estratégica. O plano derrapa quando Liz começa a preferir as conversas com o cúmplice às fantasias com o crush de infância.

A autora Lynn Painter construiu a história em tom metalinguístico, recheando cada capítulo com trocadilhos que citam “10 Coisas que Eu Odeio em Você” ou “Ela é Demais”. O desafio de Hart e dos roteiristas será atualizar essas piscadelas culturais sem cair na paródia gratuita. O próprio texto do roteiro já cortou piadas que envelheceram mal e adicionou acenos a sucessos pós-streaming, mantendo o espírito autorreferente da obra.

Lançamento: janela mira o segundo semestre de 2027

Com a fotografia encerrada em outubro de 2026, a pós-produção ocupará boa parte do primeiro semestre seguinte. Efeito visual não deve ser problema relevante — a maior parte do orçamento vai para licenciamento de músicas pop, locações e cachês do elenco adulto. A tendência interna é posicionar o filme no mesmo fim de semana em que a Netflix lançou “Do Revenge” e “Doce Obstinação”, apostando no charme de romances colegiais durante a volta às aulas do hemisfério norte.

A confirmação oficial da data chega apenas quando o serviço divulgar o cronograma de lançamentos de 2027, prática rotineira que costuma ocorrer entre janeiro e março. Até lá, o título já aparece marcado como “em produção” no catálogo brasileiro da plataforma, abrindo espaço para notificação de lembrete.

Impacto na prateleira de adaptações YA da Netflix

Better Than the Movies mantém viva a estratégia do streaming de alternar dramas como “Através da Minha Janela” com comédias românticas de pegada leve. O estúdio percebeu que histórias ambientadas no ensino médio geram picos de engajamento em redes sociais, onde fãs replicam diálogos e montam playlists no TikTok antes mesmo da estreia. Carregar o selo de best-seller ajuda, mas não garante fila de espectadores. Soluções como colocar Iacono — já conhecido pelo público adolescente graças ao Prime Video — mostram a preocupação em ampliar a vitrine, algo fundamental para quebrar o excesso de oferta no feed inicial da plataforma.

A curiosidade agora gira em torno da química entre Kitsos e Iacono, fator que costuma decidir a longevidade de produções românticas dentro do algoritmo. Se o casal convencer, continuações ou spin-offs em formato de minissérie não estão descartados. Nenhum contrato prevê sequência, mas fontes de mercado apontam cláusulas opcionais para retorno do elenco. É a aposta de risco calculado que a Netflix vem adotando desde “Para Todos os Garotos que Já Amei”.

Enquanto o set esquenta, Chicago vira palco não oficial de comparações com clássicos juvenis. Se Liz Buxbaum vai funcionar como herdeira de Kat Stratford ou só emplacar playlist no Spotify, só a primeira exibição teste mostrará. A contagem regressiva começou.

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Me chamo Riandson Nascimento e sou redator do DicasFlix, especializado em filmes, séries, streaming e entretenimento. Produzo conteúdos informativos sobre lançamentos, novidades e tendências que movimentam o universo audiovisual, acompanhando de perto as principais plataformas para trazer informação atualizada. Meu objetivo é ajudar você a decidir o que assistir sem perder as novidades mais relevantes.