Segundo a Rolling Stone, Taylor Hanson, vocalista do trio Hanson, estreia como competidor na 35ª temporada de Dancing With the Stars e define a vivência no palco como “muito pessoal”. Ao lado da dançarina profissional Britt Stewart, o músico prepara um quickstep para sua primeira apresentação, embalado por Tell Her About It, de Billy Joel canção escolhida por ele dentro do tema de “números 1” de 1983, ano em que nasceu.
O ensaio acompanhado pela publicação ocorreu a dois dias da estreia da temporada e mostrou Hanson fora da zona de conforto. Stewart concebeu a coreografia do início ao fim e, no estúdio, ajustou detalhes de postura e condução enquanto a dupla testava a rotina primeiro sem trilha e depois com a música, terminando ofegante e satisfeita com o resultado.
A primeira dança: quickstep, Billy Joel e a criação da rotina
De acordo com a reportagem, o primeiro número de Hanson é um quickstep coreografado integralmente por Britt Stewart, parceira com seis participações anteriores no programa. A música, Tell Her About It, veio por sugestão do próprio cantor para se adequar ao tema “hits número 1” de 1983. O ensaio descreve uma sequência que alterna leveza e momentos mais dramáticos, com os dois em sintonia. Nos bastidores, a dupla já adotou até um apelido de time, “Brittay”, sinalizando o esforço em construir identidade conjunta no palco.
Parceria e vulnerabilidade: “é muito pessoal”
Hanson afirma à Rolling Stone que a experiência no DWTS exige confiança imediata entre os parceiros e derruba barreiras de convivência em pouco tempo. Ele compara o processo a entrar em estúdio para compor com alguém que acabou de conhecer: é preciso encontrar a dinâmica comum rapidamente. Sem formação prévia em dança, o músico diz estar aprendendo “do zero” e reconhece que evitou dançar ao longo da carreira por querer ser visto principal e prioritariamente como artista no piano ou no violão.
Mesmo assim, a imersão no salão tem despertado referências que o atraem: a estética de “Velha Hollywood”, que remete à elegância e ao romantismo de nomes como Fred Astaire e Gene Kelly. Stewart também criou uma persona para o parceiro, “Tay-lorrre”, apresentada nas redes sociais, como forma de ajudar a construir presença cênica para além dos passos técnicos.
Histórico com o programa e experiências em realities
Não é o primeiro encontro dos Hanson com o Dancing With the Stars. Segundo a revista, a banda tocou MMMBop na 12ª temporada, no episódio “Guilty Pleasures”, e voltou no dia seguinte com Give a Little. Em 2025, Taylor levou a filha, Penny, a uma gravação e, a partir dali, começou a conversa que o levou ao elenco de competidores em 2026. Ele já havia experimentado outro formato de reality musical: em 2021, o trio participou do The Masked Singer como grupo. A diferença agora, observa, é a exposição individual como concorrente no palco.

Treino, fôlego e fase da carreira
Aos 43 anos, Hanson diz à Rolling Stone que não teria aceitado o convite nos seus vinte e poucos anos. Nos últimos dez anos, estruturou uma rotina de condicionamento que inclui remo e surfe. No início de 2026, passou a treinar com um preparador físico algumas vezes por semana para, nas palavras dele, ter alguém cobrando o número de abdominais e sustentando a disciplina necessária.
O músico encara o desafio como motor de crescimento pessoal. Ele afirma estar em um momento de transição em que a banda precisa “dar uma pausa” para abrir espaço a outros caminhos, entre eles trabalhos como artista solo um deslocamento de mentalidade que, reconhece, é significativo em sua trajetória. Nesse contexto, participar do DWTS, tão diferente do que vinha fazendo, tem sido “catártico”, diz.
O papel do DWTS e o apelo familiar
Na 35ª temporada, o Dancing With the Stars, de acordo com a publicação, segue em evolução sem perder o equilíbrio próprio entre espetáculo, competição e um toque de humor que atravessa gerações. O programa já recebeu performances musicais de nomes como Stevie Nicks, Adele e The Go-Go’s, que deixaram marcas na memória do público. Para Hanson, é uma das raras atrações que ainda reúnem a família inteira no sofá e parte do interesse está em assistir pessoas tão diferentes derrubarem suas defesas para criar uma arte em conjunto.
A Rolling Stone descreve o ensaio como intenso e metódico, com Stewart ajustando minúcias e Hanson trocando as botas por sapatos próprios de treino com pequeno salto. O objetivo é lapidar não só a técnica de salão, mas também a confiança mútua para que ambos “se movam juntos” no palco ponto que o cantor coloca como central na parceria.
Até o momento, a reportagem não informa detalhes sobre exibição ou disponibilidade do programa no Brasil.
