Justiça limita reembolso a Blake Lively e atriz receberá US$ 400 mil de Justin Baldoni

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Blake Lively conquistou na Justiça o direito de receber pouco mais de US$ 407 mil em honorários advocatícios de Justin Baldoni, valor muito inferior aos cerca de US$ 8 milhões que a atriz pleiteava. A decisão, assinada pelo juiz federal Lewis J. Liman em Manhattan, é o mais recente capítulo da disputa judicial que começou nos bastidores da adaptação cinematográfica de “It Ends With Us”.

O magistrado aplicou uma lei da Califórnia que limita o ressarcimento de custos jurídicos a vítimas de assédio que enfrentam processos de retaliação. Com isso, Baldoni será obrigado a cobrir apenas as despesas de Lively para se defender de acusações de difamação, deixando de fora outras frentes levantadas pelo ator, diretor e produtor.

O que o juiz decidiu exatamente

De acordo com documentos do processo, Blake Lively receberá US$ 363.245,40 em honorários e US$ 44.206,35 em custos, somando US$ 407.451,75. A equipe da atriz alegava ter desembolsado mais de US$ 8 milhões, já com descontos sobre as taxas habituais. Um dos advogados, Michael Gottlieb, revelou que reduziu sua tarifa de US$ 2.795 para US$ 2.187 por hora, acumulando sozinho 224 horas dedicadas ao caso.

O juiz Liman baseou-se na Seção 47.1 do Código de Processo Civil da Califórnia, aprovada para proteger vítimas de assédio sexual e discriminação contra ações intimidatórias. Na interpretação do magistrado, o dispositivo garante reembolso apenas em relação às alegações de difamação movidas por Baldoni, não abrangendo todos os pontos do litígio.

Reação das duas partes

O advogado de Justin Baldoni, Bryan Freedman, afirmou ao site TMZ que respeita a legislação, embora acredite que ela tenha sido aplicada além do escopo original. “Ainda assim, consideramos a decisão uma vitória significativa, pois mostra que ninguém, por mais poderoso que seja, deve usar o tribunal para tirar vantagem da lei”, declarou.

Já os representantes de Lively, Esra Hudson e Michael Gottlieb, destacaram em nota que esta é “a primeira vez que há concessão de honorários e custos sob essa lei”, classificando a decisão como histórica. “Sempre dissemos que o caso não era sobre dinheiro, mas sobre responsabilização”, reforçaram.

Como começou a disputa

No centro da controvérsia está “It Ends With Us”, adaptação do best-seller de Colleen Hoover sobre relacionamento abusivo. Blake Lively, escalada como protagonista e produtora executiva, acusou Justin Baldoni, diretor do filme e chefe da Wayfarer Studios, de assédio sexual, retaliação, quebra de contrato e campanha difamatória. Baldoni negou as acusações e rebateu dizendo que a atriz tentava assumir o controle da produção usando o processo como estratégia.

Em resposta, o diretor entrou com uma ação de US$ 400 milhões contra Lively e seu marido, Ryan Reynolds, alegando difamação, extorsão civil e outras violações. Dois tribunais entenderam que a movimentação de Baldoni era retaliatória e buscaram sufocar críticas públicas. A contrademanda acabou arquivada, e as partes anunciaram um acordo duas semanas antes do início do julgamento.

Detalhes do acordo e repercussão em Hollywood

Ao encerrar o litígio principal, Lively e Baldoni divulgaram um comunicado conjunto afirmando “compromisso com ambientes de trabalho livres de impropriedades”. O entendimento incluiu confidencialidade sobre valores indenizatórios, mas não impediu a discussão sobre custas processuais, tema que voltou à pauta com a decisão de Liman.

A indústria observa o caso como precedente para situações em que celebridades recorrem à Seção 47.1, normalmente usada por profissionais com menor visibilidade. Organizações que combatem assédio em Hollywood consideram positivo ver a norma aplicada também a nomes de alto escalão, entendendo que o efeito intimidatório de processos milionários é o mesmo.

O futuro de “It Ends With Us”

Apesar do acordo, a produção do longa sofreu atrasos. Fontes próximas à Wayfarer Studios indicam que as filmagens, inicialmente previstas para começar no primeiro semestre de 2026, foram empurradas para data ainda indefinida. O estúdio não confirmou novo cronograma, mas reiterou “plena confiança” em Baldoni como diretor.

Especialistas no mercado audiovisual apontam que escândalos de bastidores costumam influenciar negociações de distribuição. Plataformas de streaming e estúdios parceiros monitoram repercussão pública para medir riscos de reputação. Por enquanto, nenhum acordo de exibição foi anunciado oficialmente.

O que acontece agora

Com a decisão sobre honorários, o processo entra na fase de execução: Baldoni deve efetuar o pagamento a Lively, encerrando as pendências financeiras determinadas pela Justiça. Ainda cabe recurso, mas, segundo analistas, a tendência é que as partes busquem evitar novos capítulos litigiosos.

O caso segue como lembrete de que, em Hollywood, conflitos de bastidores podem extrapolar as telas e custar muito a todos os envolvidos. Para o público, resta aguardar se “It Ends With Us” finalmente sairá do papel, carregando não apenas uma narrativa sobre violência doméstica, mas também a marca de uma batalha jurídica que revelou fragilidades na gestão de poder nos sets.

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Me chamo Riandson Nascimento e sou redator do DicasFlix, especializado em filmes, séries, streaming e entretenimento. Produzo conteúdos informativos sobre lançamentos, novidades e tendências que movimentam o universo audiovisual, acompanhando de perto as principais plataformas para trazer informação atualizada. Meu objetivo é ajudar você a decidir o que assistir sem perder as novidades mais relevantes.